As estatísticas do blog marcavam algo próximo de 1000 vizualizações e eu estava planejando um post especial, para quando essa marca fosse atingida, até que me surpreendi quando vi que haviam exatamente 1016 vizualizações. O que tenho a dizer? Obrigada! Obrigada! Obrigada! Mil vezes obrigada, gente!Como já citei aqui, eu tinha de início um fotolog, que virou o "feminista revoltz" e que voltou de uma forma mais branda, mas não menos sincera, no "hoje vai ter DR!". Não imaginava tudo isso! Mesmo!
Certo que cada um se mostra e se priva do modo que lhe convém, mas durante uma época, achei que ninguém tinha a ver com o que eu pensava e sentia. Claro que hoje também não tem, mas eu já não consigo calar o que me incomoda, diante das pessoas que a vida me apresentou.
Quem me conhece há tempos, sabe que eu engoli muitos "nãos", mas uma hora saturava e eu despejava todo os meus "por ques?", e com uma certa maturidade, aprendi a transformar essa mágoa em texto, livrando minhas palavras de qualquer sentimento negativo.
Já chorei diversas vezes pela falta de pessoas de verdade, que erram, assumem e tentam consertar. Já chorei pelas de mentira, que magoam, mentem e que usam palavras como correntes, aprisionando os que se deixam levar por um pouco de afeto. Já chorei porque tinha um amor transbordando dentro de mim, mas não tinha em quem depositar. Já chorei porque coloquei meu coração nas mãos de pessoas que o despedaçou inteiro e jogou pro alto. Pessoas que carregaram meus sentimentos como posse, expôs como prêmio e depois os colocou em último lugar. Já chorei os encontros adiados, a felicidade em vão, a tristeza inconsolável, o abraço vazio, a ausência, a falta de consideração e uma angústia que vinha me lembrar todas as noites a falta que o outro faz, que um colo no final do dia faz, que um telefonema faz, que um sentimento sincero faz. Talvez carência, talvez a falta de alguém de verdade, talvez a falta de alguém especícifo que sabe e conhece cada pedacinho do meu sofrimento, através das minhas palavras, mas insiste na falsa ideia que estou bem e em acreditar demais na minha força de superação.
O blog tem me ajudado muito, apesar de ser algo que me preenche no começo do dia e vai esvaziando até à noite, mas é bom saber que existem pessoas que gostam do que escrevo, e poder descobrir aos poucos aquelas que se identificam e conversam comigo sobre determinada postagem.
"Hoje vai ter DR!" virou minha terapia, e obrigada a cada um por ser um pouco psicólogo e "escutar" meus problemas.
"Hoje vai ter DR!" virou minha terapia, e obrigada a cada um por ser um pouco psicólogo e "escutar" meus problemas.
Estaria mentindo se dissesse que meus textos não tem destinatário, mas o que fazer depois de demonstrar de todas as formas que alguns assuntos pesam em mim, que a saudade machuca ou que a falta de respeito e consideração me decepcionam, e a pessoa em questão não faz absolutamente nada?
Eu paro um pouco, choro um muito, me escuto, meço as palavras e venho aqui, dividir com outras pessoas o fardo que é desejar coisas boas e verdadeiras, num mundo tão às avessas.
Não espero milhões de acessos, espero apenas que as palavras sirvam de consolo para uns e de exemplo para outros. Que alguns acreditem que ainda existem pessoas de caráter e que outros conheçam o que é caráter. Que eu possa, de alguma forma, amenizar o sofrimento de alguém e que outros saibam o que a decepção provoca. O que o coração quer gritar, mas a razão muitas vezes silencia. Todas as coisas que mil palavras não mudam, mas um gesto sim. Que, apesar de sermos dono das nossas vidas, a gente escolhe alguém pra administrá-la. Que não fazer nada, é mais útil que fazer sem vontade. Que se você não consegue dizer mil verdades, não estrague tudo com uma mentira. Se não for ficar, não faça planos. Se não sabe lidar com a dor do outro, não a provoque.
