A gente passa uma parte de nossa vida tentando aprender a ser feliz consigo mesmo, tentando encontrar a felicidade que existe dentro da gente, pra então compartilhá-la, mas depois de tanto esforço e de uma longa caminhada sobre quem somos, a gente aprende que a nossa felicidade é compatível com alguma coisa que existe em outra pessoa, que o coração detecta e bate acelerado e forte, como se a luz estivesse dentro da gente, mas o interruptor estivesse no outro, entende?
Parece uma analogia meio boba e um tanto quanto louca, mas como explicar a necessidade que sentimos de determinadas pessoas, a dor de cada lembrança e o vazio que fica, quando nos separamos? Bom, falo isso de uma forma bem pessoal, até, mas eu dependo sim. Dane-se o senso comum, dane-se o jogo de conquista.
Como ser indiferente a cada arrepio de pele, a cada cheiro deixado no corpo, a cada palpitação quando o telefone toca ou até mesmo o suor frio das mãos? Como ser indiferente à bipolaridade doida do nosso corpo de sentir friozinho na barriga e ao mesmo tempo queimar tudo por dentro? Os 15 minutos de conversa, que levaram 2 horas no relógio ou aquela palavra certa, dita na hora certa?
Como não sentir ciúmes de ver o seu "mundo" tomado em outras mãos, ou dos sorrisos gastos com outra pessoa?
E aí alguém vai te falar sobre amor incondicional, te fazendo acreditar que todas as horas de felicidade multiplicadas se resumem numa só palavra: momento.
E eu falo que é pessoal, porque eu sinto uma necessidade inenarrável de alguém. Eu tenho um sentimento que, apesar de ser enorme, me faz sentir pequena. Que acerta nas palavras, mas erra nos atos. Que é desmedido, descontrolado e impulsivo. Que não aprendeu a ser só. Que necessita de voz, de cheiro e de toque, mas principlamente de companhia. Que o meu amor já nem é mais meu.
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