quinta-feira, 5 de abril de 2012

05/04

Há uns dias tive mudanças bruscas de humor, que em seguida estagnou em algo que nem quem foi acordado às 5 da manhã, com ressaca, teria tamanha raiva de tudo. Pesquisando em alguns sites, percebi que tenho indícios de uma pessoa bipolar (rá! novidaaaade!), mas, através de médicos, descobri que os indícios maiores são os de uma pessoa depressiva (meu facebook era a maior prova disso!). Estas descobertas, do que nunca foi novidade pra ninguém, modificaram meus hábitos.
Se teve algum resultado? Sim!

Sabe, é contraditório dizer que sou "um pouco intensa", e tudo que tem acontecido comigo, de um mês pra cá, deu força ao que era verdadeiro e descartou o incerto. Os velhos hábitos tornaram-se novos, voltar aos antigos caminhos me fez entender os lugares que cheguei (e o porquê), percebi que minha família é o meu local fixo e os outros são apenas visitantes, que eu devo "girar em torno" de mim mesma, mas que minha vida se move de acordo com o mundo, que o amor incondicional dado hoje (que não seja para família), será o sofrimento de amanhã (e só) e que a ofensa de ontem, será a dor e o julgamento de sempre.

Esse texto não é um conselho, uma lição de moral ou de vida, é um desabafo, com todos os nós na garganta e os choros possíveis.
Apontar os erros alheios é mais fácil e gasta menos tempo do que parar pra avaliar os nossos. Mentir é muito mais prático do que falar a verdade e tentar apaziguar uma briga.
Por onde andam as pessoas verdadeiras? E o respeito?

Acabou! A tristeza que vem dessa palavra não é pelo fato de pôr um fim, e sim por ter chegado ao ponto onde nem eu (que perdôo tudo) pude ser mais humana e compreensível.
Do melhor (ou mais "besta") que eu posso ser, não há mais admiração, respeito e confiança.
Meus valores de amizade são outros, meus objetivos também são e meu 1º lugar pede outros requisitos. O bom já não é suficiente e desconfio da qualidade quando a quantidade é desnecessária.

Gostei e amei tantas pessoas, mas eu não posso mais colocar a minha felicidade nas mãos de quem não tem a intenção de me fazer feliz. Melhor ficar a saudade do que o vazio, e o peso da minha escolha, machucando, todas as noites. Falta de consideração, falta de respeito e arrogância, não cabem mais naquela que sempre moldava-se às situações adversas.
Mentir não é ser esperto e anos de experiência não é ser melhor. Entre a falta de gentileza e a falta de vontade de estar comigo, prefiro ficar sozinha.

Aprendi que nada é pra sempre. Relacionamento, amizade e minha paciência também não são.

Eu quero me afastar, quero errar, quero desorganizar, quero deixar de amar, quero fazer o que sempre quis e que me julguem, então.

Pelo meu bem estar, sanidade e pelo meu tardio "egoísmo", me ausento, desmarco e desprendo de tudo que não quer fincar os pés nas minhas terras.