domingo, 7 de outubro de 2012

Por fim, enfim, o fim


                                      
 
Por um segundo, a respiração parou, o coração apertou e a voz falhou. Esperávamos para o futuro, o que hoje virou passado. As horas não passam, o dia não sorri e a noite não esquenta. O tempo empoeirando os gestos e os lugares enfatizando o vazio.
 
A companhia, agora, é só nossa, o coração ainda é do outro, mas não nos pertencemos mais.
Atravessar os dias, tornou-se um fardo, e reviver histórias é algo que só a lembrança consegue realizar.
 
O telefone não toca mais, nossas mãos também não.
Nossa música parou, tudo lá fora mudou e a felicidade não ficou.
E agora sobrou apenas eu, do outro lado, ligando, tentando, imaginando e desejando você.