domingo, 5 de agosto de 2012

Amor?

Por onde eu começo? Pela minha verdade ou pelo que você espera ler? Vou começar falando de mim, porque, ao menos agora, eu serei prioridade.
Eu queria falar sobre os meus dias, da espera de uma atitude sua, do momento em que seu lado verdadeiro finalmente virá falar comigo, que seus desejos fiquem por último e todas as vadias que você corre atrás também. É uma droga, eu lembro do seu sorriso o tempo todo, mas lembro das mentiras também. Então, começo achar que os sorrisos traduziam ironia ou vitória, de ter descoberto o seu mérito por me ter tão exclusivamente sua. E é quando tenho raiva dos meus. Te ver forte e de braços cruzados, enquanto eu me despedaço, me faz pensar que você esperou por esse dia, desde sempre. E seu ego agradece. Queria descrever a minha vontade de abrir mão de tudo, da forma mais triste que eu encaro como te dei meus dias e minhas noites, pra você ignorá-los num momento, em que se perde em beijos. Eu queria te perguntar sobre a sensação de ser a pessoa mais importante na vida de alguém, pois eu nunca tive essa resposta. De como é deitar aliviado no travesseiro e acordar sorrindo, enquanto eu dormi chorando. Do quanto você consegue ser você mesmo, sem nenhum remorso. E as lembranças? Você apagou junto às minhas mensagens do seu celular? Quantas vezes você foi contra o seu egoísmo e a favor de nós dois? Nenhuma, não é?
Pois bem, se você veio até aqui, esperando outra coisa de mim, aqui vai: Me sinto muito bem, aliviada até, esperando aquele cara que me dará a certeza que estar com você foi a maior perda de tempo, de sentimento e de mim.