quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Texto-monólogo-sem-fim

Prender o choro, dói na garganta e pesa demasiadamente. Sufoca. Mesmo que chorasse dez madrugadas seguidas, não esvaziaria.
Essa coisa de desapego é muito moderna  pros meus romances de folhetim. Gentileza e alguns sorrisos arrancados, e já é causador da minha felicidade. Fingir que estou bem e não me importo com perdas é coisa de novela mexicana. Sou intensa demais pra passar despercebido na vida de alguém. O velho conselho "ergue a cabeça, estufa o peito e segue em frente", pra mim, é coisa de soldado em desfile pela cidade. Eu me despedaço mesmo, perco o chão, a identidade, perco até a vida, morrer por dentro é muito pior e devastador, acredite. Eu choro, faço drama, viro comédia pra uns, tragicomédia pra outros. Eu falo o que sinto e perco o poder de conquista por W.O., perco possíveis amores, possíveis futuro-marido-se-Deus-quiser-amém, perco o controle, perco a razão, só não perco o número do telefone do dito-cujo-de-sorriso-lindo-passo-mal...e lá vou eu mandar mensagem e perder de vez o fingimos-que-somos-amigos-mas-damos-uns-amassos. Sou excessivamente bipolar (se é que isso é possível) pra aprender a ter autocontrole. Pra você ter ideia, esse texto era pra dizer o quanto eu estou querendo gritar minha infelicidade por gostar de quem não devia, e estou rindo e adorando brincar com os adjetivos pro moço-que-partiu-meu-coração-desgraçado-merecia-sofrer-mas-não-consigo-desejar-o-mal-amém.