sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Deixa, mas não me deixa




Ei você, que não se importa com meus passos, me diz, por que você mexe tanto comigo? Por que você vira meu mundo e meu estômago? Por que eu sou capaz de tropeçar mesmo parada e faz tremer cada músculo meu, quando você chega perto? E eu que me pego pensando nessa sua barba mal feita e em todas as coisas bem feitas que a gente fazia. Me diz, por que você é tão certo, numa hora tão errada? Por que você não liga pra dizer que mudou de ideia, invés de mudar o meu humor com sua indiferença? No começo era estranho, era tudo novo e novo demais pra mim, e agora eu já consigo te ver preenchendo cada espaço dos meus dias. Por que não esquece todos os caminhos que levam você pra longe de mim e da gente? Por que as coisas banais o torna tão presente? Por que insisto em inventar um final feliz pra nossa história (trágica) que já acabou há tempos?
Me faz um favor? Volta aqui, nem que seja apenas pra buscar todo sentimento que ainda ficou em mim. Mas leva tudo, não deixa nenhum resquício que possa fazer ressurgir qualquer pedaço seu. Quer saber? Não tem jeito! Me leva junto também. Eu sei que algo em mim sempre (e pra sempre) vai mantê-lo vivo.