sábado, 1 de dezembro de 2012

REcomeçar!

E aqui estou eu, novamente, apostando todas as minhas fichas em quem nem entrou no jogo. Gostando, gastando e despejando meus sentimentos em locais de fundo falso. Me apegando, me doando e me apagando, por pessoas que não se importam com o tamanho do meu sorriso, ou da minha dor. Sou inteira de mágoas, mas me refaço rapidamente quando em companhia. Desista de entender, não sei lidar com a solidão, embora seja uma. Eu tenho aversão à indiferença. Se não me rasgo inteira, não sou eu. Se não me reinvento, não somos nós. Eu gosto de graça, mas não esqueça de mim. Não me deixe à mercê das minhas lágrimas e na companhia da sua ausência.
E agora, lá vou eu desfazer a história, desmontar o cenário, avisar pro meu sentimento que o espetáculo foi cancelado, retirar os enfeites, apagar a luz e fechar a porta. Lá vou eu, voltar os caminhos, pro começo do jogo, e ficar uma rodada sem jogar, me perder nos livros e perceber que não há bebida forte que dissolva o nó na garganta. Lá vou eu, aprender que segurar um amor com as duas mãos, é viver se equilibrando na vida.