Como no meu fotolog(http://www.fotolog.com.br/enidhouly), os blogs funcionavam assim: eu tinha um assunto(desabafo) em mente, saía procurando a imagem perfeita e vice-versa. Mas hoje eu não consegui ser tão prática.
Quis falar de amor, de desapego, de sentimento não correspondido, de um amor que sufoca, que passa a valer muito mais que uma vida e ao mesmo tempo fiquei parada observando essa foto da Amy Winehouse com o Blake Fielder-Civil e queria escrever algo sobre ela.
Até que, de tudo que citei, a foto se encaixaria no tema "amor que vale mais que uma vida", que foi mais ou menos o caso dos dois(segundo jornais, Amy Winehouse teve acesso às drogas mais pesadas através do marido e sua decadência foi resultado da separação do casal), mas eu também não queria fazer uma espécie de documentário sobre a Amy, basicamente, e não peguei prática nessa coisa de falar de sentimento, sem levar pro lado pessoal.
Não quero escrever um texto coerente, pontuado e bem argumentado, sabe? Quero algo informal mesmo, quero colocar pra fora tudo que me angustia, tudo que de alguma forma me fez querer vir aqui e falar sobre isto, sem o meu lado "revoltz".
Não quero um texto com um começo, meio e fim. Quero poder compartilhar um pouquinho a cada dia, dessa minha vontade insaciável de falar sobre o amor.
Eu queria escrever e entender o que de fato significa amar uma pessoa. Por que o amor é essa coisa "bipolar" que te traz à vida e com a mesma intensidade te deixa em pedaços? O amor perdoa tudo? Ou o desespero enxerga o medo e fala mais alto?
Existem formas distintas de expressar este sentimento? Ou, de fato, o 'não demonstrar' é reflexo do 'não sentir'? Dizer "Eu te amo" repetidas vezes, mede intensidade?
Eu entendo e respeito as diversidades, mas algumas coisas parecem meio óbvias para mim, quando trata-se de demonstração de afeto.
Diferente da forma doentia, que quer o outro pra sí, todo tempo, que aceita tudo e ao mesmo tempo abre mão de tudo, existem aqueles que com pequenos gestos, da forma mais simples(torta, rústica, desastrada...) que sabem fazer, expressam o que sentem.
Mas eu to falando da situação "Eu não ligo, eu não procuro...eu sobrevivo sem você!"
Falo da confusão entre independência afetiva, com a ausência de sentimento.
Sinceramente, não sei se é só comigo, mas eu não consigo me imaginar 24 horas sem o carinho de determinada pessoa., um encontro por acaso, ou uma mensagem inesperada depois de um dia cheio de problemas.
Eu sinto falta e uma necessidade de saber que sou importante para alguém. Que vai ter alguém me esperando ou que vai atender minha ligação com a voz transbordando de sentimento e me dizer: ainda bem que eu tenho você!
(Continua...)
