O amor poderia ser algo discreto, manso, como descanso na rede num fim de tarde ou como um concerto de jazz, algo bonitinho, de cabelinho de lado e com boa reputação. Mas amor é domingo de sol, em pleno meio dia e com farofa, é baile funk, é rua sem saída, é ressaca de vinho, é essa coisa toda desarrumada, sem regras e sem juízo. Não é missa no Vaticano, é parada gay em São Paulo. Machuca, dói, arranca pedaço, mas te faz inteiro todo dia, pra amar novamente.
Se o amor é esse estrago todo, por favor, estrague minha vida de forma irreversível.
