As pessoas querem ter o domínio da ciência, da tecnologia, dos sentimentos, da verdade absoluta, querem ser "O melhor", chegar em primeiro lugar, ser ovacionadas e o (que eu acho) pior de tudo isso...querem, por unanimidade, ser aceitas!
É um tal de usar boas frases e apelar para o "senso comum", onde as pessoas agem em função do feedback alheio.
Eu passei vinte e três anos da minha vida, preocupada com uma boa reputação, boa aparência e boas referências ao meu respeito. Media as palavras, limitava minhas atitudes e me privava de tudo que eu realmente gostava, simplesmente por uma responsabilidade fictícia que jogaram nas minhas costas de que "menina de família não faz isso", "mulher não pode falar aquilo", "isso é errado". Eu tinha a sensação de carregar no pescoço uma placa: "Cuidado, frágil!" ou de ser um patrimônio nacional ambulante, onde todo mundo tinha domínio sobre mim.
Durante anos fiz exatamente o que me diziam(acreditando que assim teria resultados positivos), como se estivesse com um manual de instruções em minhas mãos, mas nunca estava satisfeita por ter que assumir as consequências das escolhas que eu não fiz, das atitudes que os outros tomariam, não eu. Por diversas vezes me vi perdida em situações em que, me colocaram no caminho, mas não mostraram a saída, foi então que aprendi a pensar, analisar e responder por mim mesma.Hoje, aos vinte e seis anos, aprendi a ser EU e ser MAIS EU. Mudei meu estilo várias vezes, as músicas que ouvia e o cabelo, até encontrar a minha identidade. Comecei a dominar as palavras e ter argumentos, quando aprendi a expor minhas opiniões. Questionei quando tive dúvidas, desabafei quando me senti sufocada e reclamei quando estive desconfortável. E desconforto foi o motivo desse post.
Divergências existem e ainda assim algumas pessoas insistem em querer nivelar pensamentos.
Por favor, respeite minha religião, minhas atitudes e até meus textos.
Não queira dominar meus passos e pôr limites nas minhas palavras. Eu quero, amanhã, me orgulhar dos MEUS erros e principalmente dos MEUS acertos.
Respeite minha ausência ou quando eu quiser marcar presença, respeite meu espaço.
Não falo de alguém específico, não quero ser superior, muito menos ofender, não escolho qual máscara usar, que felicidade falsa espalhar e nem vou deixar de falar o que penso.
Ok, não concorde com tudo que eu digo, mas não venha me bombardear com ofensas.
Críticas são aceitas. Falta de respeito, não.
Grata.
